quinta-feira, 27 de março de 2014

Quem quer passar no vestibular de importantes faculdades tem que se preparar para estar à frente dos que só vão pensar nisso quando voltar ás aulas, por esse motivo a partir de hoje o blog passará a divulgar esses títulos.

A lista dos livros foi divulgada pela Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares) e pela Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular). São nove livros que serão abordados nos próximos vestibulares de 2013 a 2015. 

Foram acrescentados os seguintes títulos: Viagens na minha terra de Almeida Garrett, Til de José de Alencar; Memórias póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis e Sentimento do mundo de Carlos Drummond de Andrade. Os livros Memórias de um sargento de milícias – Manuel Antônio de Almeida, O cortiço - Aluísio Azevedo, A cidade e as serras - Eça de Queirós, Vidas secas - Graciliano Ramos e Capitães da areia de Jorge Amado permanecem as mesmas da lista anterior (de 2010 a 2012).

Uma recomendação é que antes de ler você tenha acesso aos diversos estudos ou resumos da obra na internet, lembrando que esses não devem substituir a leitura dos livros.

A Comvest é responsável pelo vestibular da Unicamp e a Fuvest pelo vestibular da USP. Embora seu objetivo talvez não seja uma dessas universidades é importante lembrar que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e outros vestibulares requer o conhecimento de Literatura.

Dica de livro: No país das sombras longas

            “No país das sombras longas” (Hans Ruesh, 208 páginas, Editora Record*) é um livro para quem está disposto a conhecer uma cultura sem sair de casa, entender o outro e filosofar sozinho depois de ler cada capítulo.

            O livro é baseado em fatos antropológicos reais. Os personagens nos lembram da passagem da vida, mas deixe de lado a noção cronológica do tempo, que deve ser superada desde o início, pois as noites nas regiões árticas chegam a durar meses.

            O livro retrata a vida de uma comunidade de Esquimós**. Os Esquimós são considerados um povo não violento que vivem num vasto território nas frias regiões árticas do Canadá, Alasca e Groelândia.

            Os termos são insuficientes para denominar a cultura. No livro o escritor Hans Ruesh (1913 - 2007), mostra o cotidiano de Ernenek e sua família, suas dificuldades, seus sucessos e desastres nos confundem e nos faz ver a realidade com outros olhos.

            Hans Ruesh nasceu em Nápoles na Itália, era piloto de automobilismo na Europa, mas pode mostrar sua vocação literária depois de ir para os Estados Unidos, fugido da Segunda Guerra Mundial.

            Embora lançado em 1996, o livro é muito atual e demonstra como a influência do “homem branco” pôde trazer consequências não somente ambientais, mas também culturais.  Vale a pena conferir.



* O valor do livro é 29,90 reais, no site da Livraria Cultura, mas nada impede de procurá-lo na biblioteca pública mais próxima.

** A palavra Esquimó é de origem indígena e significa o mesmo que “comedor de carne crua”, embora prefiram em geral ser chamados de “Inut” – o povo.  (Adaptado de Easy Street, citado no livro Passoword: English de Amadeu Marques, página 8 -9, trecho traduzido).

O autor na rede

Por: Cleber Benvindo

Mundo do Sítio

            Conhecer a história do autor de um livro pode ser muito interessante e divertido. A internet facilita o acesso a sites que divulgam essas informações de forma gratuita.

            Monteiro Lobato, autor do livro Sítio do Pica Pau Amarelo, que já foi adaptado para a televisão e até desenho animado, por exemplo, foi um intelectual brasileiro que colaborou com a sociedade de sua época, para se ter um ideia foi o primeiro a dizer que o Brasil possuía reservas de petróleo, um dos produtos mais importantes da modernidade, conhecido popularmente como “ouro negro” e chegou a cavar diversos poços em busca desse tesouro, foi até considerado louco e ser preso, mas sem dúvida era um gênio e sua opinião mesmo que não totalmente certa, não deixou de se confirmar na atualidade.

            Tiago Trevisan, 21, é autor do livro infanto-juvenil O Castelo de Workforeh, publicado em 2010 no Primeiro Salão do Livro de Presidente Prudente, para ele “Entender melhor o livro, pois o autor sempre utiliza as suas experiências no livro, e as histórias ficam mais realistas e emocionantes”. Ainda segundo ele “A internet facilita o acesso ao autor.” Quem quiser conhecer um pouco mais sobre o livro acesse: http://www.facebook.com/pages/O-Castelo-Workforeh/212617222081847?fref=ts.

            Outra autora conhecida no mundo infantil é Ruth Rocha, que possui até mesmo um site em seu nome que você pode acessar: http://www2.uol.com.br/ruthrocha/, se você não tem acesso a internet não tem problema, o Centro Cultural Matarazzo possui um Programa chamado Acessa São Paulo, que oferece internet gratuita a todos os interessados, além de ser ótimo programa em família, lá tem também uma biblioteca, onde depois de conhecer um pouquinho da história do autor você pode começar a “devorar” as histórias que você achar mais interessante conhecer.

O Centro Cultural Matarazzo, funciona de segunda a sexta, das 8h30 às 20h e nos sábados, das 8h às 12h.
O Programa fica localizado na Biblioteca Municipal “Dr. Abelardo de Cerqueira César, na rua rua Quintino Bocaiúva, 749 na Vila Marcondes em Presidente Prudente. É só levar o RG, Comprovante de Residência para o cadastro.
Para mais informações você pode ligar no telefone (18) 3226-3399.

*Matéria publicada no Jornal Laboratório “Quebra Cabeça” da Faculdade de Comunicação Social de Presidente Prudente-SP(Facopp). O jornal era direcionado às crianças.

Você sabe a diferença entre a poesia e o poema?

 Por: Cleber Benvindo

             Qual a diferença entre poesia e poema? Essa dúvida é engraçada porque atinge até mesmo quem escreve.

            De acordo com a professora, mestre em educação e doutora em literatura pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), Édima de Souza, a poesia está na subjetividade, na emoção que as palavras despertam ao construir o texto, que pode ser tanto em prosa ou em verso.  “Ela [a poesia] está repleta de sentimentalismo e tem a intenção de sensibilizar a partir da criação de uma suprarrealidade da vida”, afirma.

            Ainda segundo a professora, o poema é a concretização da poesia, escrito em verso, se difere da prosa por serem palavras encadeadas que formam orações, períodos.


            A professora cita também alguns textos e autores. “A crônica ‘Da Solidão’ de Cecília Meireles e os textos de Lygia Fagundes Telles, embora sejam em prosa, estão repletos de poesia”, afirma.

Expressão “mãe coruja” tem origem em fábula

   Por: Cleber Benvindo         

Filhote de coruja / Google Imagens
 

Você já deve ter conhecido ou ouvido falar em uma "mãe ou pai Coruja", a expressão indica uma mãe muito cuidadosa que não vê defeitos em seus filhos. Mas você sabe qual é a sua origem?

            O dia a dia está repleto de expressões e experiências literárias. Segundo o  livro A casa da Mãe Joana: A Origem das Palavras, Frases e Marcas de Reinaldo Pimenta (editora Elsevier, 2002) o “Corujismo” surgiu a partir da Fábula “A Águia e a Coruja” de La Fontaine.

            A Fábula diz que a Águia e a Coruja fizeram um pacto, sendo assim a Águia prometeu que não devoraria os filhotes da Coruja, para isso a ela descreveu a Águia seus filhotes como os de “maior beleza, elegância e sedução entre os bichos de pena que há na terra”.

            Como resultado em um de seus voos, a Águia faz dos monstrengos a sua refeição. Quando a Coruja reclama, a Águia só tem a acusar o erro da mãe, que não fez um retrato coerente de seus filhotes.

Quem quer passar no vestibular de importantes faculdades tem que se preparar para estar à frente dos que só vão pensar nisso quando voltar ...